Nem só da Disney World vive Orlando. Os parques da Universal também são bastante conhecidos. Fomos até eles de carro, alugado. O estacionamento é gigantesco, não houve problema em encontrar vagas. Entramos pelo City Walk, uma área com restaurantes, lojas e shows que funciona como centro de entretenimento da região. Um pouco mais à frente, fica a entrada para o Universal (e também para o Island of Adventures, tema de um post próximo). A foto com o globo é um clássico!
Para nós, a primeira diferença foi saber que o "fast pass" deles, chamado de Express Plus Pass é pago e não é barato: 20 dólares à época. Ficamos indignados, porque na Disney isso é de graça! Portanto, não compramos e enfrentamos filas absurdas. Só no Shrek 4D foram 40 minutos. Na Hollywood Rip Ride Rockit, mais de 1 hora! Por isso, em alguns brinquedos do parque, optamos pelas single lines e brincamos separados mesmo.
Outra coisa que sentimos falta foi do padrão Disney de atendimento. Lá, em todo lugar as pessoas te cumprimentam, sorriem. Aqui não há isso. Não que tenhamos sido maltratados. É claro que não, mas na Disney parece que todos trabalham para que você saia extasiado.
Bem, vamos às atrações. Já citei duas. O Shrek 4D é um filme sobre a lua-de-mel dele e Fiona e tem esse nome porque, além das três dimensões, traz também sensações: as cadeiras balançam, há ventinhos saindo do banco da frente direto no seu rosto, gotinhas de água e cheiros. É bem legal, mas o tempo de fila dá uma desanimada.
Outra que já citei foi a Hollywood Rip Ride Rockit, a montanha-russa mais sinistra que já fui na vida. Começa com o carrinho subindo a 90°, o que dá a sensação de estar em um foguete e ser cuspido rumo ao céu. Depois vêm as decidas mais radicais que já vi e a mais de 100km/h. Tudo isso com dois alto falantes tocando a música que você escolher nos seus ouvidos. Demais!
A área mais concorrida do parque é a dos Simpsons. A montanha-russa é enorme e totalmente virtual. Você entra na fila e já vai assistindo um filmezinho sobre as férias dos Simpsons. Mas Side Show Bob deseja matá-los. Com esse gancho, você entra em carrinhos para 6 pessoas, tudo fica escuro, os carrinhos se elevam a uma determinada altura e uma gigantesca tela se acende na sua frente, simulando uma montanha-russa. Conforme as coisas acontecem, o carrinho balança, sacode e frea bruscamente. Não há óculos tridimensionais, porém você tem a sensação de estar vendo em 3D.
Há uma área no parque mais dedicada às crianças, chamada Woody Woodpecker Kidzone, em que sempre há personagens para tirar fotos. No dia em que fomos, encontramos a família Simpson, a turma do Scooby Doo e o Pica-Pau.
Como os estúdios da Universal produzem muitos filmes, o parque acaba por ter esta temática. Assim, muitos brinquedos são inspirados em filmes. O melhor deles é o do Retorno da Múmia. São carrinhos que passam por efeitos especiais dignos de Hollywood. Na hora do fogo, o calor que você sente é assustador! O carrinho anda para frente e de ré e enfrenta descidas alucinantes em altíssima velocidade. Quisemos ir de novo, para liberar mais adrenalina.
Existe também um brinquedo do filme MIB - Men in Black. Se parece muito com o do Toy Story, do Hollywood Studios, porém com muito menos emoção. Eu, pessoalmente, achei meio chato. Para o filme Tubarão também há uma atração, um passeio de barco por um rio de verdade em que um tubarão cenográfico aparece e o barco remexe muito. Como o tubarão em si é muito malfeito, meio tosco, a brincadeira perde a graça. Outros brinquedos se dedicam ao E.T., ao Os Fantasmas se Divertem, ao George o Curioso etc. Como não fomos, não posso opinar.
Estivemos em dois que simulam os efeitos especiais do cinema. Um é o Twister... Ride It Out. Você entra em uma espécie de anfiteatro e assiste aos efeitos de um tufão, com vacas voando e a destruição da cidade cenográfica. Outro é o Disaster! Esse foi o mais cinematográfico de todos. Você entra em uma sala, senta e o diretor chama alguns voluntários para gravarem cenas. Tudo é meio esquisito porque não dá pra entender o que virá. Depois, vamos para outro ambiente, onde são gravadas cenas com água, fogo, mas ainda não dá pra entender nada. Por último, entramos em vagões de metrô, sentamos, o trem anda para trás e para frente e, de repente, tudo começa a se mexer, como se houvesse um terremoto, com paredes caindo e tubulações de água estourando. Ao sairmos dos vagões, voltamos para a sala inicial e assistimos ao filme que foi gravado conosco. Com a edição, parece que estamos vendo aqueles filmes de ação cheio de desastres naturais e acontecimentos imprevistos.
Entramos de manhã e saímos no fim do dia esgotados. Almoçamos no Mel's Drive In, uma lanchonete toda anos 50 em que as mesas são pedaços de carros. Comemos o clássico hamburger com batatas fritas. Atravessamos a cidade e voltamos para a Disney pensando que Orlando é mesmo uma cidade incrível por concentrar tanta diversão em tão pouco espaço.





















